sábado, 31 de outubro de 2009

O LOBO - e a estupidez do Homem...


O CIÚME/A POUCA IMPORTÂNCIA DO ADULTÉRIO E A BURRICE DO HOMEM......


NÓS, que nos damos conta da nenhuma gravidade da traição, se fôssemos enganados sofreríamos como qualquer marido imbecil.
Sabemos que a adúltera engana com o corpo; mas todo o seu afecto continua com o homem a quem trai; sabemos que a mulher que se abandonou entre os braços de outro, voltará a nós exactamente imutável nos seus sentimentos e nos seus sentidos; mas a fera que vive em nós não admite razões.
O cérebro dá ao adultério o seu justo valor; se as culpas se medissem pelo sistema métrico decimal, o adultério deveria medir-se aos centimiligramas, como a estricnina. Mas o raciocínio do cérebro não age sobre os nervos que exprimentam, por automatismo, um único desejo: matar!
O homem céptico que dá ao adultério o seu justo peso, julga de acordo com uma estimativa sua, fruto de muitas outras estimativas suas. Mas, sobre os seus ombros pesam séculos e milénios de sentimento que sufocam as ideias rebeldes.
Através dos séculos transmitiu-se até nós o ciúme, como uma doença hereditária que a razão não consegue debelar. O homem ciumento que procura com sensatos raciocínios frear o próprio ciúme, é como um epiléptico que quizesse com o bom senso refrear as suas convulsões.
A desventura dos homens traídos consiste toda em saber que o são. Quem não conhece a própria infelicidade não é infeliz.


O homens têm ciúmes até das mulheres que ainda não amaram....

O LOBO

17 comentários:

Lebasiana disse...

É... o que somos é resultado, também, daquilo que nos é impingido como socialmente correcto, sem dúvida alguma!

Pessoalmente, ACHO que seria incapaz de perdoar uma traição! [mas depende da forma como se encara a traição...] Só de imaginar o meu marido a beijar ou a tocar ou a ... outra mulher... BEM! Quase que me dá uma coisinha má! É o que me vai na alma...

Jinhos

AnaMar (pseudónimo) disse...

Pois...senso comum ou bom senso, mas tudo depende do conceito de cada um , para a traição.

Para mim, se o homem que eu amo e que me ama, tem uma aventura, (uma só! de uma momento, de uma noite) aventura física, não gosto(sou muito "exclusivista" e quem gosta não partilha) mas acho que perdoo...

Agora se o homem que amo e que me ama, tem um caso com outra mulher, porque está apaixonado por ela»»» não precisa voltar para mim. Nem sei se é traição. é tudo uma questão do tempo em que acontece e se oculta ou não.

Abreijos

A Senhora disse...

Eu já discuti no blog a respeito deste tema - traição. Claro que cada um vai ter uma visão a respeito disso, porque muito depende do sentimento de exclusividade que a pessoa tem sobre o outro.

Uma coisa que me chamou atenção no texto foi o "desejo de matar". É uma verdade. E normalmente mata-se a parceira e não "o outro", porque afinal, quem traiu foi a parceira. "O outro" simplesmente estava no caminho. (Isso, segundo um agente policial que cansou de ver esses tipos de crimes). E mais - não sente remorso. Acredita sinceramente que fez justiça.

Outra coisa - "O homens têm ciúmes até das mulheres que ainda não amaram...." - este é o mais perigoso. Poderia matar qualquer uma e pelo mesmo motivo, e sem qualquer remorso.

Beijinhos e bom final de semana! :)

Teresa disse...

Meu querido Lobo
Como calcularás as reacções do homem não são faceis de controlar.O nosso grau de evolução ainda não permite na maior parte dos casos aceitar a tua teoria.
No que diz respeito ao que penso, acho que tens toda a razão...como quase sempre.

Um beijo TETE

APIANISTA disse...

Desprezamos um homem que é ciumento da mulher, pois isso é uma prova de que não a ama da maneira certa e tem má opinião de si ou dela. Digo que ele não a ama da maneira certa porque se lhe tivesse um amor verdadeiro não teria a menor inclinação para a condenar. Mas não é à mulher propriamente que ama: é somente ao bem que ele imagina consistir em ser o único a ter a posse dela; e não temeria perder esse bem se não julgasse que é indigno dele. De resto, essa paixão refere-se apenas às suspeitas e às desconfianças; pois tentar evitar algum mal quando se tem motivo justo para temê-lo não é propriamente ter ciúmes.

Lebasiana disse...

Lol... realmente temos formas muito diferentes de escrever! Mas... também me perco aqui a ler o que escreves... exactamente por ser diferente de mim e me fazer experimentar novas formas de "estar na vida"! Eu perco-me, mas escrevo de forma simples... tu és "curto e grosso", mas escreves de uma forma muito profunda! Nem sempre quantidade é sinal de qualidade... e os teus textos deixam-me a pensar... e dão-me vontade de deixar COMENTÁRIOS LONGOS!!!! lol

Sim... escrevo textos gigantes! Mas tem uma explicação! Sou uma frustrada! Sempre adorei Línguas e Ciências... sou professora de Matemática por vocação e escritora frustrada! Encontro na escrita uma forma fantástica para me conhecer... e perco-me... deixo-me levar... e é tão bom!

Jinhos (depois de ler o teu comentário, até fiz um post mais pequenino! lol... ah! e NUNCA iria não publicar um comentario teu! é uma honra ter-te lá, na minha "casa"!)

continuando assim... disse...

Ciúmes .....:) até de uqem ainda bãi se amou??!!

insgurança tanta ...:)

eu vou continuando assim...

(os teus comentários não são editáveis??! não emtendi :(....)

beijo
teresa

AGuardiaDoCastelo disse...

Alguns trabalhos relacionam o ciúme a características físicas de quem o sente. O mais recente, divulgado no ano passado, revela que homens baixos tendem a ser mais ciumentos que os altos.
És alto ou baixo Lobo?

clarinha florida disse...

Há quem diga que um pouquinho de ciúme não faz mal a ninguém. Alguns até afirmam que ele apimenta um relacionamento. O problema é quando o "pouquinho" perde a medida e vira uma rotina no namoro, casamento, família e até mesmo nas amizades, fazendo com que as pessoas envolvidas sofram por causa disso.

antonio disse...

Já fui muito ciumento no passado,LOBO. Muito mesmo. E tbem já experimentei a sensação no outro. Não é mesmo facil. Chega a sufocar. Mas serviu de experiencia pra melhorar. Abraço e um optimo fim de semana!!

EsteOlhar disse...

Ciume é um sentimento mortal, que mata qualquer relacionamento se for exagerado, mas um ciumezinho faz bem ao casal...

bjinhos

Mary disse...

Assim como o medo e a raiva, o ciúme é um sentimento de defesa do corpo. Em quase todas as crises de ciúmes, o mecanismo de defesa age por medo de perder aquela pessoa de que gostamos e que era nossa.

mulherde50 disse...

Cremos que nenhuma pessoa pode afirmar, em sã consciência, que nunca teve ciúme. A própria existência, que é uma sucessão de relacionamentos, faz com que o ser humano se apegue a alguma pessoa, facto ou coisa, cedo ou tarde.

Boa noite

Catarina A Grande disse...

O ciúme em doses certas não deixa de ser uma prova de amor. Mas, a total ausência de ciúme provoca, no mínimo, desconfiança de que não se é amado. Imagina o que deve passar pela cabeça de uma pessoa que tem um grande amor por alguém e percebe que a pessoa amada é totalmente destituída de ciúme. Pensamentos do tipo “será que ela me ama mesmo?” “Como pode ela ser assim?” “Não tem um pingo de ciúme de mim, por mais que eu dê motivos”. Este tipo de atitude é demonstração de grande confiança no amado ou demonstração clara de que não se tem amor e pouco se liga para este facto.
Tudo isto é muito complicado.

BJ

MARIAN disse...

Dado o adiantado da hora é possivel que saia alguma asneira.Se sair,paciência.
O ciumento contumaz vive num inferno. Já as pessoas que respeitam a si mesmas e compreendem as péssimas consequências do ciúme exagerado, descartam-no da sua vida, concluindo que os resultados da sua ausência são altamente positivos.

Estou cheia de sono.

Boa noite a toadas as bruxas e bruxos ainda acordados.

Emília disse...

Estou aqui só para desejar-lhe "bons sonhos".
Obrigada pela visitinha de "médico"(rapidinha) mas, mesmo assim fiquei feliz.
Tb estou com saudades.
Beijos

Teresa Lobato disse...

Um dia, estando eu longe de um homem que amei, diz-me ele ao telefone, em tom de brincadeira:
- Vê lá, não ligues a esses gajos daí que eles são uns atrevidos!
Ao que eu retorqui, serenamente, que estivesse descansado, pois ninguém olhava para mim.
Resposta pronta do outro lado da linha:
- Não olham? Parvos!

Foi uma das cenas mais tocantes que tive até hoje, como prova de carinho e atenção. Pena ter acabado, essa afeição...

Beijo