sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A filosofia do Lobo - e as reflexões sobre os seguidores..


Hoje a "Filosofia",como sempre, é dirigida a todos vós,que fazeis o favor de gostar dos disparates que digo,e a todos que também por aqui passam querendo mostrar aquilo que não são. Tambem aos que, em vez de escrever aqui o que lhes vai na alma,me mandam longas menssagens,via mail,insultando-me ou apresentando as suas teorias. A esses quero dizer que podem escrever directamente para o Blog,pois lhes garanto que nada será excluido do mesmo(trata-se de um blog aberto). Dedico o tema de hoje também aos que me ignoram de vez em quando, julgando que com isso me irritam... Sei que nem toda a gente tem pachorra para fazer longos comentários,é normal. Não se preocupem,eu tambem sou assim. Por outro lado,outros prefeririam que aqui publicasse versos idiotas ou lamechices. Nisso não alinho. Elogios fotocopiados,tipo «você é fantástico,ainda bem que apareceu»também dispenso. Há quem goste. Eu gosto dos seguidores que me contestam de frente,tenham ou não razão,gostem ou não,ou que sejam engraçados,ou irreverentes, do tipo "Continuando assim..." e quase todos os outros que sinto realmente como seguidores. Quanto aos comentários que faço nos vossos espaços,sei que são fraquinhos. Desculpem-me. Na realidade não o faço como gostaria.A verdade é que não tenho tempo e por vezes paciência. Não vos estou a menospresar,longe disso. Faço o que posso. E agora passemos ao tema de hoje..... -------------------------------------------------------------------------------------
...não é de se ficar de boca aberta saber que alguém roubou. O que mais admira é haver quem não roube. Já que em cada homem existe um ladrão em estado potencial, não vejo diferença alguma entre quem já roubou e quem vai ainda roubar. NÃO obstante a nossa falta de preconceitos ao avaliar os fenómenos da vida, quando somos tocados no nosso interesse ou no nosso afecto, reagimos energicamente, pondo-nos em contradição com a própria falta de preconceitos: após ter derrubado os ídolos, os instrumentos de tortura e as fórmulas hipócritas, curvamo-nos para os apanhar de novo quando precisamos de crer, de nos vingar, de mentir.
Podemos apreciar as mais audazes teorias sobre o amor livre e ver no adultério um fenómeno de compensação dos erros, mas se a mulher a quem amamos nos engana, insultamo-la ou a expulsamos de casa ou a matamos. Podemos sustentar que o filho do amor é tão digno de respeito como o filho legítimo, e rebelarmo-nos contra a sociedade que ultraja directa ou indirectamente o filho das ervas, mas se um filho de pai incógnito nos faz uma pequena desfeita, a primeira palavra que nos vem aos lábios é «bastardo». Pode-se ser um espírito honesto e iluminado como Emílio Zola, elevarmo-nos acima dos preconceitos de raça, e reconhecer que de Moisés a Charlie Chaplin os mais universais benfeitores da humanidade foram hebreus, mas se o dono da casa onde vivemos, que é israelita, não manda desentupir um cano, chamamos-lhe judeu.
OS homens que pouco ligam aos valores convencionais são socialmente perigosos, mas ninguém lança contra eles um brado de alarme, porque no Reino da Fantasia não há extradição. Em Genebra, diante do palácio da Sociedade das Nações- pensava eu - devia erigir-se um monumento a Esaú, o sublime despreocupado; nas cinco fachadas do pedestal, cinco altos-relevos: Diógenes, que, encolhido no fundo do tonel, convida Alexandre Magno a sair-lhe da frente para não lhe perturbar a helioterapia; Beethoven, que não tira o chapéu à passagem da família imperial; o filósofo grego Tímon, que antes de mandar derrubar uma figueira do seu jardim, em cujos galhos muitos atenienses se haviam enforcado, convida os diletantes do suicídio a aproveitarem os últimos dias; o poeta Heine que, em transe de morte, às exortações da mulher para que peça perdão a Deus, responde: «Ele há-de perdoar-me; é o seu ofício»; e pela satisfação de dizer um «bon mot», desafia as altas temperaturas do inferno. E finalmente aquele jovem senhor desconhecido, precocemente cansado da vida, que na carta ao chefe da polícia explica as razões do seu suicídio com estas cândidas palavras: «Trop de bouton à boutonner et à deboutonner»

13 comentários:

A Senhora disse...

Uai... E por que estaria zangado comigo?

O LOBO de....POTT disse...

Porque queria mais colo...

bj

milhita disse...

Vamos partir do principio que somos loucos envenenados com a teimosia imposta de parecermos bem... Ou mal...
Ou vamos mesmo ser loucos?
Escolho a segunda, por muito mal que pareça.
E não andarão os cordeiros disfarçados de Lobo Mau?

A Senhora disse...

Quem queria mais colo? Eu ou você? ;)

Qualquer que seja a resposta, a verdade é que dificilmente carrego alguém no colo ou espero colo de alguém. Amizades que extrapolam o virtual são amizades que saem das margens da blogosfera. Estas, eu não carrego no colo, mas nutro paixão e carinho. Garanto que não são poucas. E toda amizade envolve o "risco" de dar e receber, aceitar o outro como é, sem máscaras. Nem sempre é possível tirar a máscara, nem sempre queremos, nem sempre estamos dispostos. E se é assim, assumimos também o "risco" da solidão, ou... de alguém ficar zangado conosco. :)

beijocas, Lobinho

O LOBO de....POTT disse...

Minha querida Senhora
Espero que tenha entendido que estava só a brincar.Eu tambem brinco.
Descanse que não pretendo que me leve ao colo,nem o contrário,até porque ando um pouco cansado...

as minhas desculpas pelo mal entendido..

bjs

Lebasiana disse...

UI! TINHAS FICADO TÃO BEM PELA PRIMEIRA PARTE DO POST! LOL

que lamechice! [vindod e mim, nãos eria lamechice, mas vundo da tua personagem... É!]

bem... vou lá ler a segunda parte! já vi que é grande! (e depois anda gozar comigo, por causa dos textos grandes! lol]

Lebasiana disse...

já li a segunda parte... hum...
já roubei, mas não sou boa nisso, logo não posso fazer disso profissão! lol
e sim... em muitas situações sou fraca e vejo as pessoas de forma diferente... mas isso só acontece quando estou cega... de raiva! Sim... leste bem... vejo e cega... foi propositado!

jinhos

continuando assim... disse...

ai Lobo , que me referiste aí !!

pois é a chamamos loucura a quê? a quem diz o que lhe vai na cabeça, a quem faz com a sua vida o que bemm entende? a quem ri? a quem não se verga á passagem de quem quer que seja ??

a loucura e o amor meu Lobo , andam de mãos ! e andam à minha frente , assim a um passinho tão pequenino de mim :)

eu cá acredito sempre em tudo já desde que me lembro de começar a pensar , e faço com a minha cabeça aquilo que bem entendo o que ela me deixa fazer loool
porque há gavetinhas, que abrem e fecham se ninguém lhes dizer nada

mas o que mais me irrita ----- é não perceber nada do amor :( , alguém que me explique por favor!! daqui nada sou velha e vou daqui sem saber se lá estive perto,... ou era tudo invenções das minhas "gavetinhas"

beijo LObo!!!

te quiero tanto!

teresa

AnaMar (pseudónimo) disse...

Eu acredito em relacionamentos que se fazem olhos nos olhos. Aqui, há certamente empatias, simpatias, ternuras e outras partilhas, mas virtualmente, não me encaixo. Mas tendo em conta que VIRTUAL, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, 8.ª Edição da Porto Editora: " susceptível de se exercer ou realizar; existe em potência; potencial; possível..." e depois de criar laços pela escrita, mais tarde ou mais cedo (sempre mais cedo porque sou muito apressada) acontece conhecer os rostos por detrás das palavras.E até encetar construções de amizades. Não confundir amizade com , conhecido simpático/empático, com quem trocamos algumas ideias. Considerando (eu) a amizade, como a mais pura forma de amor, a mesma acontece quando está instalada a confiança total.
A loucura e o amor(Tal como a Teresa de "Continuando assim...") andam mesmo de mãos dadas, de tal modo que ardem a maioria das vezes em paixão, durante uns tempos. Tenho a sorte, de comigo andarem no mesmo passo que o meu (por enquanto, porque nada é certo e nada é definitivo, embora eu acredito em amores para sempre!)

E , Teresa (Continuando assim...) o amor não se explica, sente-se. E quando se sente, sabemos. (E quero acreditar - sem ofensa- que sabe isso perfeitamente, lol e que o comentário é mais uma generosa espevitação do assunto...:-))
(Eu tinha avisado que sou muito tagarela.)
Baci di mare

Dean Barret disse...

Lobo...

em primeiro lugar preciso concordar... tem gente que entra numa página apenas para deixar um comentário-padrão, como se sentisse a necessidade de ser visto... sem realmente se importar com o conteúdo daquilo que escrevemos... Cá entre nós, me ofenda ou me elogie, mas não me venha com "interessante" "beijinhos" e derivados...
Cara... e quando ao seu texto... preciso concordar... somos sim um bando de hipócritas... faça o que mando mas não que o que faço... O mundo das idéias é justo e utópico, mas na prática somos egoístas e preconceituosos... o que é além de vergonhoso, uma pena... porque aos poucos nos destruímos... diariamente.

Abraços Lendários.
Dean.

Teresa disse...

Tens toda a razão naquilo que dizes.
Infelizmente muitas vezes passamos para o exterior a imagem socialmente correcta.Imagem mentirosa.
Na verdade todos temos as nossas falhas, cometemos as nossas injustiças e por ai fora.
O que mais irrita por vezes é constatar que as pessoas que nada ou pouco valem estão convencidas que são o máximo.Fazem comentários fantásticos,falam de coisas de que nada sabem com um ar douto para o qual não há pachorra.
Caro Lobo,tens o meu voto.

TERESINHA

Comunista disse...

Ouve lá meu
Manda-me essas gajas todas bogear.
Não sei como tens paciencia para as aturar.
Manda-as para o caraças.

Saudações revolucionárias

ergela disse...

Quando gosto, gosto, não faço favores a ninguém, o que manisfestamente é o caso. Também não tento agradar dizendo que sim a todo o que se escreve, quando tenho de dizer não, digo-o com todas as palavras.

:)